TORDUM o Guardião do conhecimento escrevendo sobre os relatos
dos novos aventureiros
Do Diário de Glover:
Acordei após um breve cochilo na
prefeitura e fui procurar meus companheiros. Eles estavam na grande
loja ao lado da prefeitura. Cumprimentei o anão dono da loja e
percebi algo que me chamou atenção. Pedi a Mary que me emprestasse
algumas das moedas de ouro que ela havia conseguido na luta contra os
zumbis. Ela me deu. Com o ouro, comprei uma carroça grande e uma
mula, à qual dei o nome de Galês. Mary insistiu em chamá-la de
Sabrina Galês. Deixei Galês no celeiro próximo à prefeitura, sob
os cuidados de um gnomo que cuidava dos animais.
A noite chegou
rapidamente e fomos dormir. Por volta das duas da manhã, fomos
despertados por sons de tentativa de arrombamento. Peguei meu
martelo, preparado para defender-nos, e todos permaneceram em alerta.
Não vimos ninguém, mas um pensamento surgiu: e se alguém tivesse
roubado Galês? Corri para o celeiro, abri a porta e vi que ela
estava bem, impecável. Respirei fundo e agradeci ao gnomo, talvez
bêbado, antes de sair.
Ao voltar, encontrei o esqueleto que eu
havia ajudado antes entrando na prefeitura. Entrei com cautela,
acompanhado de Jemar e Mary, e subimos as escadas em direção aos
quartos. O frio era intenso e a atmosfera parecia desacelerada. No
topo, batemos na porta do quarto de Eriksev. Ycarus estava estranho,
falando de gatos no telhado. Jemar comentou se seriam Michael e
Jackson. Não demorou, os gnomos apareceram e perguntaram se alguém
os chamara, iniciando mais um show de luzes bizarro. Informei que o
outro gnomo do celeiro possuía as pedras que haviam sido roubadas
anteriormente.
Na manhã seguinte, fiz minha oração a Khalmir
e, ao vestir minha armadura, vi Jemar bater o martelo em seu próprio
pé tentando se manter acordado, machucando-se no processo. Fui
verificar Galês no celeiro. Ela estava impecável, o gnomo havia
cumprido seu trabalho com excelência. Levei-a até o portão de
Lunarfall junto com a carroça, ajudando Jemar, agora com o pé
enfaixado, a subir. Depois, fui à taberna comprar cinco refeições,
uma para cada membro da viagem à Ravina sem Sol. Subi novamente à
loja, encontrei o anão cantando em cima do balcão e comprei cinco
tochas e cinco óleos para iluminação durante a viagem.
Tudo
pronto, os companheiros subiram na carroça e eu me posicionei sobre
Galês. Durante o caminho, pegamos algumas maçãs para alimentar
Galês e seguimos em direção à Ravina sem Sol. Passamos por uma
pequena cidade, deserta e silenciosa. Mary tinha um pergaminho que
indicava que a cidade estava sob influência de um feiticeiro, e não
podíamos ignorar isso. Decidimos investigar e encontramos o xerife
da cidade. Conversamos brevemente, mas ninguém permitiu que
dormíssemos dentro das casas. Optamos por passar a noite em um
sobrado de celeiro, organizando a vigia. Eriksev e Ycarus
permaneceriam alertas, enquanto os outros descansavam.
O sono
foi interrompido por gritos. Vários kobolds atacaram e Eriksev
estava peludo,tipo um lobisomem, mas ainda estava ajudando a nós
enfrentar os monstros. Levantei rapidamente e comecei a atacar os
kobolds. Um estrondo chamou nossa atenção. Um kobold enorme
apareceu e bateu nos pilares do sobrado, fazendo o teto desabar sobre
nós. Apesar dos escombros, ouvi a voz de Khalmir me guiando, dizendo
que eu precisava atacar.
Avancei sobre os corpos dos kobolds e
golpeei o gigante com minha marreta, cegamente e sem hesitar. Um dos
kobolds lançou um feitiço em meu peito, deixando algo pulsando
verde, mas não me distraí. Então, sob a luz da lua, um homem
surgiu, saltou sobre o kobold gigante e o destruiu com suas duas
espadas. Ele acendeu uma luz que nos curou e nos trouxe segurança.
Seu nome estava estampado na roupa: Tulinho. Entregou-nos um apito
para chamá-lo se necessário e partiu em seu grifo, deixando a luz
que afugentava os kobolds conosco.
Exausto, mas em paz, senti a
Justiça de Khalmir guiando meus passos mais uma vez
Do Diário de Eriksev:
Querido
diário,
Por mais um dia onde precisávamos de alimentação,
logo de manhã eu e meus amigos fomos à uma loja onde um bom
vendedor se encontrava, imagino que ele seja latino, mas mesmo que eu
tenha tentado falar com ele em sua língua em forma de respeito, ele
me enfeitiçou com um feitiço onde eu apenas podia falar ao
contrário, o que foi estranho, mas após fazermos as compras, eu
quis me desculpar com ele e mostrar que em nenhum momento eu quis
desrespeita-lo, ele em um ato bondoso me presenteou com um feitiço
onde eu podia enxergar no escuro, o que foi muito útil mais tarde.
Mais tarde na prefeitura eu acordei com Ycarus me dizendo que havia
gatos no telhado e o que me assusta é que ele estava correto, havia
gatos no telhado, eu penso o que gatos estavam fazendo lá, gatos são
realmente criaturas impressionantes, mas após eu tentar dormir, o
que foi difícil, eu acordei de manhã vendo Jemar batendo com sua
marreta em seu próprio pé, não comentei nada, afinal isso não me
impressiona mais. Enfim, após me conectar com Allihhana, ela me
agraciou com uma nova benção, que ainda quero usar futuramente. Mas
após termos tudo certo para irmos até a ravina sem sol, fomos em
direção com a nova integrante do grupo, Galês, nossa fiel mulinha.
No caminho, encontramos algumas macieiras, onde pegamos umas maçãs
junto de um esqueleto. Enfim, após tudo isso, chegamos em uma vila
pacata com alguns moradores, onde Mary sabia que estava a ataques de
um terrível feiticeiro, então decidimos que era melhor proteger
essa vila, pois faz parte da nossa guarnição, como estava de noite
e não tínhamos local para ficar, decidimos nos abrigar em um
celeiro que havia por ali, então eu e Ycarus ficamos na guarda da
noite, porém para nossa sorte, koboldes aparecerem tentando nos
matar, então eu e Ycarus ficamos defendendo enquanto os outros não
acordavam, mas após batermos em alguns koboldes, de repente, algo
chamou nossa atenção, uma criatura grotesca e gigantesca, o que
chamou minha atenção, pois não conseguia vê-lo, mesmo com meu
feitiço de enxergar no escuro. Única coisa que eu ouvia eram gritos
de Clover e alguns soados de marreta batendo na cabeça do monstro.
Após esse enorme kobolde destruir o teto do nosso celeiro, um herói
ajudou nos, Tulinho era seu nome, chegando e partindo o bicho em
dois, ele era muito gente boa, me entregou uma poção de cura. Mas
após todas as conversas, nós podemos finalmente descansar. Que a
graça de Allihhana esteja com todos.
Do Diário de Jemar:
No terceiro
dia, todos acordamos um pouco mais tarde que o normal, então decidi
rezar para Khalmir. Levantamos e fomos comprar equipamentos para a
nossa viagem rumo à Ravina Sem Sol. Como eu tinha poucas moedas,
pois tinha gastado todas, resolvi pedir algumas para Mary, que logo
me emprestou. Comprei um cantil, uma corda e uma mochila, além de
duas rações de viagem para mim, é claro. Também vi Clover comprar
um jegue e uma carroça. Já que estava quase anoitecendo, resolvi ir
dormir. Durante a noite, acordamos novamente com tentativas de abrir
a porta. Abrimos a porta e, dessa vez, não havia nada. Clover se
lembrou do seu jegue, que havia deixado no celeiro, e corremos até
lá. Ele estava sob os cuidados de um gnomo. Vimos um esqueleto
entrando na prefeitura. Fomos calmamente e, ao entrar novamente lá,
sentimos um ar frio e tenso. Subimos as escadas até os dormitórios.
Tudo pareceu lento. Voltamos ao quarto e tudo voltou ao normal. Vimos
Ycarus falando de gatos no telhado. De repente, Michael e Jackson
surgiram no meio da sala novamente com aquele show de luzes. Clover
os fez sumirem, dizendo que havia pedras no celeiro.
Dormi muito
mal e sentia que precisava orar para Khalmir. Decidi me dar uma
marretada no pé para ficar acordado e orar mesmo assim. Bati com
muita força, vi meu pé quase virar pedaços. Machuquei demais e
tive que ir a uma loja para tentar me curar. Ao entrar, tinha um
anão. Ele me ofereceu uma bebida esquisita e eu bebi. Fiquei muito
estranho, vi coisas que ninguém mais via e, cambaleando, fui até a
porta da cidade. Clover estava lá, com sua carroça, preparando as
coisas para a viagem. Ele me ajudou, enchendo meu cantil e me
colocando na carroça.
Logo peguei no sono e não me lembro de
mais nada, só de quando chegamos a uma vila pequena no caminho para
a Ravina Sem Sol. Não lembro muito do que ouvi, mas se não me
engano, ouvi Mary falar que havia um vilão... Mais especificamente
um mago que assolava a vila. Então, resolvemos ficar para ajudar.Já
estava escurecendo e não tínhamos muito o que fazer. Clover arrumou
a carroça embaixo de uma cobertura, arrumou duas tochas acesas do
lado de fora, e fomos dormir. Decidimos revezar a guarda: enquanto
uns dormiam, outros vigiavam. Como eu estava muito cansado por causa
da armadura, acabei dormindo um pouco a mais.Ainda no início da
noite, vários bichos... Ouvi Clover falar o nome: "Kobolds",
eu acho. Eles nos atacaram, mas em grupo, derrotamos a maioria deles.
Porém, um monstro maior apareceu. Clover, o herói da noite,
conseguiu derrubar o monstro e continuou batendo nele. Senti a
presença de Khalmir nele. O monstro tentava levantar, mas Clover não
deixava, batia e batia nele.
Até que vimos alguém aparecer.
Ele destruiu o último Kobold e finalizou o monstro maior. Resolveu
nos ajudar, dando uma cura para todos e um apito para Clover, que
podia chamá-lo quando precisasse. Ele foi embora, e logo dormimos,
esperando o próximo dia para então entrar na Ravina Sem Sol.
Diário de Ycarus:
Fui acordado na
madrugada com um tumulto realmente estressante, Jemar e Mari alegaram
que ouviram barulhos de tranca vindo da porta de nosso quarto,
suspeitavam que eram gnomos, e era, ao abrir a porta eles
desapareceram, apareentemente não furtaram pertences nossos, então
preocupado Clover foi averiguar sua burra junto com Mari e Jemar,
fiquei no quarto com Erik, mas eu ouvia eles, os gatos, muitos gatos,
em cima do telhado, quando eles voltaram para o quarto, também
ouviam os gatos, obviamente tinha gatos no telhado mas Erik não
levou esse papo a sério.
Ao acordar, vi Jemar, dando uma
marretada no próprio pé (os gatos deixaram ele louco com
certeza).
Então todos fomos para a carroça, com destino para a
masmorra sem sol, parecia que Jemar tinha fumado um "cigarin do
capeta", tava muito chapado.
Era um longa estrada até lá,
estava quase a escurecer então paramos na Vila Fria, onde os
cidadãos temiam um tal de "Feiticeiro Baltus Dai".
Paramos
a carroça e organizamos rondas para a noite, pois foi dito que a
noite kobolds atacavam.
A Primeira ronda era feita por mim e
Erik, mas não temos sorte, e logo apeareceu os temidos kobolts,
incluindo um kobolt enorme e gordo, mas apareceu o grande mestre
Tulinho para nos salvar.
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