domingo, 14 de setembro de 2025

Capítulo 03

TORDUM o Guardião do conhecimento escrevendo sobre os relatos dos novos aventureiros 


Do Diário de Glover:
Acordei após um breve cochilo na prefeitura e fui procurar meus companheiros. Eles estavam na grande loja ao lado da prefeitura. Cumprimentei o anão dono da loja e percebi algo que me chamou atenção. Pedi a Mary que me emprestasse algumas das moedas de ouro que ela havia conseguido na luta contra os zumbis. Ela me deu. Com o ouro, comprei uma carroça grande e uma mula, à qual dei o nome de Galês. Mary insistiu em chamá-la de Sabrina Galês. Deixei Galês no celeiro próximo à prefeitura, sob os cuidados de um gnomo que cuidava dos animais.
A noite chegou rapidamente e fomos dormir. Por volta das duas da manhã, fomos despertados por sons de tentativa de arrombamento. Peguei meu martelo, preparado para defender-nos, e todos permaneceram em alerta. Não vimos ninguém, mas um pensamento surgiu: e se alguém tivesse roubado Galês? Corri para o celeiro, abri a porta e vi que ela estava bem, impecável. Respirei fundo e agradeci ao gnomo, talvez bêbado, antes de sair.
Ao voltar, encontrei o esqueleto que eu havia ajudado antes entrando na prefeitura. Entrei com cautela, acompanhado de Jemar e Mary, e subimos as escadas em direção aos quartos. O frio era intenso e a atmosfera parecia desacelerada. No topo, batemos na porta do quarto de Eriksev. Ycarus estava estranho, falando de gatos no telhado. Jemar comentou se seriam Michael e Jackson. Não demorou, os gnomos apareceram e perguntaram se alguém os chamara, iniciando mais um show de luzes bizarro. Informei que o outro gnomo do celeiro possuía as pedras que haviam sido roubadas anteriormente.
Na manhã seguinte, fiz minha oração a Khalmir e, ao vestir minha armadura, vi Jemar bater o martelo em seu próprio pé tentando se manter acordado, machucando-se no processo. Fui verificar Galês no celeiro. Ela estava impecável, o gnomo havia cumprido seu trabalho com excelência. Levei-a até o portão de Lunarfall junto com a carroça, ajudando Jemar, agora com o pé enfaixado, a subir. Depois, fui à taberna comprar cinco refeições, uma para cada membro da viagem à Ravina sem Sol. Subi novamente à loja, encontrei o anão cantando em cima do balcão e comprei cinco tochas e cinco óleos para iluminação durante a viagem.
Tudo pronto, os companheiros subiram na carroça e eu me posicionei sobre Galês. Durante o caminho, pegamos algumas maçãs para alimentar Galês e seguimos em direção à Ravina sem Sol. Passamos por uma pequena cidade, deserta e silenciosa. Mary tinha um pergaminho que indicava que a cidade estava sob influência de um feiticeiro, e não podíamos ignorar isso. Decidimos investigar e encontramos o xerife da cidade. Conversamos brevemente, mas ninguém permitiu que dormíssemos dentro das casas. Optamos por passar a noite em um sobrado de celeiro, organizando a vigia. Eriksev e Ycarus permaneceriam alertas, enquanto os outros descansavam.
O sono foi interrompido por gritos. Vários kobolds atacaram e Eriksev estava peludo,tipo um lobisomem, mas ainda estava ajudando a nós enfrentar os monstros. Levantei rapidamente e comecei a atacar os kobolds. Um estrondo chamou nossa atenção. Um kobold enorme apareceu e bateu nos pilares do sobrado, fazendo o teto desabar sobre nós. Apesar dos escombros, ouvi a voz de Khalmir me guiando, dizendo que eu precisava atacar.
Avancei sobre os corpos dos kobolds e golpeei o gigante com minha marreta, cegamente e sem hesitar. Um dos kobolds lançou um feitiço em meu peito, deixando algo pulsando verde, mas não me distraí. Então, sob a luz da lua, um homem surgiu, saltou sobre o kobold gigante e o destruiu com suas duas espadas. Ele acendeu uma luz que nos curou e nos trouxe segurança. Seu nome estava estampado na roupa: Tulinho. Entregou-nos um apito para chamá-lo se necessário e partiu em seu grifo, deixando a luz que afugentava os kobolds conosco.
Exausto, mas em paz, senti a Justiça de Khalmir guiando meus passos mais uma vez


Do Diário de Eriksev:
Querido diário,
Por mais um dia onde precisávamos de alimentação, logo de manhã eu e meus amigos fomos à uma loja onde um bom vendedor se encontrava, imagino que ele seja latino, mas mesmo que eu tenha tentado falar com ele em sua língua em forma de respeito, ele me enfeitiçou com um feitiço onde eu apenas podia falar ao contrário, o que foi estranho, mas após fazermos as compras, eu quis me desculpar com ele e mostrar que em nenhum momento eu quis desrespeita-lo, ele em um ato bondoso me presenteou com um feitiço onde eu podia enxergar no escuro, o que foi muito útil mais tarde. Mais tarde na prefeitura eu acordei com Ycarus me dizendo que havia gatos no telhado e o que me assusta é que ele estava correto, havia gatos no telhado, eu penso o que gatos estavam fazendo lá, gatos são realmente criaturas impressionantes, mas após eu tentar dormir, o que foi difícil, eu acordei de manhã vendo Jemar batendo com sua marreta em seu próprio pé, não comentei nada, afinal isso não me impressiona mais. Enfim, após me conectar com Allihhana, ela me agraciou com uma nova benção, que ainda quero usar futuramente. Mas após termos tudo certo para irmos até a ravina sem sol, fomos em direção com a nova integrante do grupo, Galês, nossa fiel mulinha. No caminho, encontramos algumas macieiras, onde pegamos umas maçãs junto de um esqueleto. Enfim, após tudo isso, chegamos em uma vila pacata com alguns moradores, onde Mary sabia que estava a ataques de um terrível feiticeiro, então decidimos que era melhor proteger essa vila, pois faz parte da nossa guarnição, como estava de noite e não tínhamos local para ficar, decidimos nos abrigar em um celeiro que havia por ali, então eu e Ycarus ficamos na guarda da noite, porém para nossa sorte, koboldes aparecerem tentando nos matar, então eu e Ycarus ficamos defendendo enquanto os outros não acordavam, mas após batermos em alguns koboldes, de repente, algo chamou nossa atenção, uma criatura grotesca e gigantesca, o que chamou minha atenção, pois não conseguia vê-lo, mesmo com meu feitiço de enxergar no escuro. Única coisa que eu ouvia eram gritos de Clover e alguns soados de marreta batendo na cabeça do monstro. Após esse enorme kobolde destruir o teto do nosso celeiro, um herói ajudou nos, Tulinho era seu nome, chegando e partindo o bicho em dois, ele era muito gente boa, me entregou uma poção de cura. Mas após todas as conversas, nós podemos finalmente descansar. Que a graça de Allihhana esteja com todos.


Do Diário de Jemar:
No terceiro dia, todos acordamos um pouco mais tarde que o normal, então decidi rezar para Khalmir. Levantamos e fomos comprar equipamentos para a nossa viagem rumo à Ravina Sem Sol. Como eu tinha poucas moedas, pois tinha gastado todas, resolvi pedir algumas para Mary, que logo me emprestou. Comprei um cantil, uma corda e uma mochila, além de duas rações de viagem para mim, é claro. Também vi Clover comprar um jegue e uma carroça. Já que estava quase anoitecendo, resolvi ir dormir. Durante a noite, acordamos novamente com tentativas de abrir a porta. Abrimos a porta e, dessa vez, não havia nada. Clover se lembrou do seu jegue, que havia deixado no celeiro, e corremos até lá. Ele estava sob os cuidados de um gnomo. Vimos um esqueleto entrando na prefeitura. Fomos calmamente e, ao entrar novamente lá, sentimos um ar frio e tenso. Subimos as escadas até os dormitórios. Tudo pareceu lento. Voltamos ao quarto e tudo voltou ao normal. Vimos Ycarus falando de gatos no telhado. De repente, Michael e Jackson surgiram no meio da sala novamente com aquele show de luzes. Clover os fez sumirem, dizendo que havia pedras no celeiro.
Dormi muito mal e sentia que precisava orar para Khalmir. Decidi me dar uma marretada no pé para ficar acordado e orar mesmo assim. Bati com muita força, vi meu pé quase virar pedaços. Machuquei demais e tive que ir a uma loja para tentar me curar. Ao entrar, tinha um anão. Ele me ofereceu uma bebida esquisita e eu bebi. Fiquei muito estranho, vi coisas que ninguém mais via e, cambaleando, fui até a porta da cidade. Clover estava lá, com sua carroça, preparando as coisas para a viagem. Ele me ajudou, enchendo meu cantil e me colocando na carroça.
Logo peguei no sono e não me lembro de mais nada, só de quando chegamos a uma vila pequena no caminho para a Ravina Sem Sol. Não lembro muito do que ouvi, mas se não me engano, ouvi Mary falar que havia um vilão... Mais especificamente um mago que assolava a vila. Então, resolvemos ficar para ajudar.Já estava escurecendo e não tínhamos muito o que fazer. Clover arrumou a carroça embaixo de uma cobertura, arrumou duas tochas acesas do lado de fora, e fomos dormir. Decidimos revezar a guarda: enquanto uns dormiam, outros vigiavam. Como eu estava muito cansado por causa da armadura, acabei dormindo um pouco a mais.Ainda no início da noite, vários bichos... Ouvi Clover falar o nome: "Kobolds", eu acho. Eles nos atacaram, mas em grupo, derrotamos a maioria deles. Porém, um monstro maior apareceu. Clover, o herói da noite, conseguiu derrubar o monstro e continuou batendo nele. Senti a presença de Khalmir nele. O monstro tentava levantar, mas Clover não deixava, batia e batia nele.
Até que vimos alguém aparecer. Ele destruiu o último Kobold e finalizou o monstro maior. Resolveu nos ajudar, dando uma cura para todos e um apito para Clover, que podia chamá-lo quando precisasse. Ele foi embora, e logo dormimos, esperando o próximo dia para então entrar na Ravina Sem Sol.


Diário de Ycarus:
Fui acordado na madrugada com um tumulto realmente estressante, Jemar e Mari alegaram que ouviram barulhos de tranca vindo da porta de nosso quarto, suspeitavam que eram gnomos, e era, ao abrir a porta eles desapareceram, apareentemente não furtaram pertences nossos, então preocupado Clover foi averiguar sua burra junto com Mari e Jemar, fiquei no quarto com Erik, mas eu ouvia eles, os gatos, muitos gatos, em cima do telhado, quando eles voltaram para o quarto, também ouviam os gatos, obviamente tinha gatos no telhado mas Erik não levou esse papo a sério.
Ao acordar, vi Jemar, dando uma marretada no próprio pé (os gatos deixaram ele louco com certeza).
Então todos fomos para a carroça, com destino para a masmorra sem sol, parecia que Jemar tinha fumado um "cigarin do capeta", tava muito chapado.
Era um longa estrada até lá, estava quase a escurecer então paramos na Vila Fria, onde os cidadãos temiam um tal de "Feiticeiro Baltus Dai".
Paramos a carroça e organizamos rondas para a noite, pois foi dito que a noite kobolds atacavam.
A Primeira ronda era feita por mim e Erik, mas não temos sorte, e logo apeareceu os temidos kobolts, incluindo um kobolt enorme e gordo, mas apareceu o grande mestre Tulinho para nos salvar.


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